O IR vai se tornar automático — mas isso não significa que você estará protegido

Durante anos, ajudei meus clientes a organizarem documentos, cruzarem informações e entregarem uma declaração de Imposto de Renda correta, dentro do prazo e sem riscos. Esse trabalho, que muita gente subestimava, sempre foi — e continua sendo — um escudo entre você e a Receita Federal.

Agora, o governo anunciou algo que vai mudar esse cenário: em até 3 anos, a declaração do IR poderá se tornar automática. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou recentemente que a Receita Federal está avançando para montar a declaração dos contribuintes de forma automática, cruzando dados de bancos, empresas, planos de saúde e instituições financeiras. Você receberia um resumo pronto e precisaria apenas confirmar.

Parece um alívio, né? Mas é aqui que eu preciso te contar algo importante.

Automático não significa correto.

Hoje, cerca de 60% dos contribuintes já utilizam a declaração pré-preenchida — que é exatamente o embrião desse sistema automático. E sabe o que eu vejo na prática? Erros. Com frequência.

Rendimentos que não batem. Despesas médicas que somem. Informações enviadas erradas por empregadores, bancos ou operadoras de saúde. E quem tem que correr atrás de documentos para provar que o dado estava errado? Você, o contribuinte — não quem enviou a informação errada.

Isso não é teoria. É o que especialistas em tributação já estão alertando: "Quem terá de correr atrás de documentos para provar um fato negativo é o contribuinte, e não quem prestou a informação errada."

O que muda — e o que continua igual

Com mais automação, a Receita Federal terá ainda mais poder de cruzar dados e identificar inconsistências. Isso significa que quem não tiver as informações em ordem ficará mais exposto, não menos.

O modelo muda. O risco não desaparece.

É por isso que o papel do contador não some com a automação — ele se transforma. Em vez de montar a declaração do zero, passamos a ser os profissionais que conferem, corrigem e protegem você diante de um sistema que vai ter ainda mais poder sobre sua vida financeira.

Por que isso é especialmente importante para você

Se você é microempreendedor ou está na faixa dos 50+, provavelmente tem uma vida financeira com movimentações que nem sempre são simples: prestações de serviço, recebimentos variados, despesas dedutíveis, bens, investimentos.

Essas informações passam por várias mãos antes de chegar à Receita. E cada ponto de passagem é uma oportunidade de erro.

Quem vai garantir que o que chegou até a Receita é realmente o que aconteceu na sua vida financeira?

Valorize o que já foi feito — e proteja o que vem pela frente

Cada declaração que fizemos juntos não foi só um arquivo enviado ao fisco. Foi uma análise cuidadosa das suas informações, uma conferência de cada dado, uma proteção contra riscos que você nem sabia que existiam.

Esse cuidado vai se tornar ainda mais necessário quando o sistema automático entrar em vigor — porque aí, os erros vão aparecer prontos, e será preciso alguém com conhecimento técnico para identificá-los e contestá-los.

Se você já foi meu cliente: entre em contato. Vamos revisar juntos se as informações que constam nos sistemas da Receita sobre você estão corretas. É uma forma simples de se antecipar e evitar dores de cabeça quando o novo modelo chegar.

Se você ainda não me conhece: saiba que regularização, conferência de dados e proteção fiscal são exatamente o que eu faço — há anos, com cuidado e responsabilidade.

A mudança está chegando. Quem se prepara antes, não corre atrás depois.


Rosane Ramos 
Consultoria Contábil e Mentoria Financeira

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